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Este artigo de Flavio Amary, presidente da AELO e vice-presidente do Interior do Secovi, foi publicado também no jornal “O Estado de S. Paulo”, em 20 de março. O Programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal há um ano, tem apresentado resultados positivos em todo o País: milhares de moradias são construídas e outras estão em fase de preparação. Com a proposta de construir 1 milhão de casas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou medida concreta para contribuir para a redução do atual déficit de 7,2 milhões de moradias no Brasil – número avaliado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Com o estímulo ao crédito, famílias de baixa renda passam a ter acesso à casa própria. Além disso, o pacote de 2009 havia chegado em hora favorável para gerar empregos e aquecer a economia. Recentemente, o presidente dobrou a proposta: em visita a El Salvador, na América Central, ele falou em mais 1 milhão de casas, além das previstas. Independentemente de 2010 ser ano de eleições, o apoio às obras produtivas e de alcance social deveria ser saudado com otimismo. No entanto, a exemplo do que aconteceu quando do lançamento do pioneiro Minha Casa, Minha Vida, em 25 de março de 2009, a AELO e outras entidades imobiliárias chamam a atenção para a necessidade de esse programa habitacional ficar completo. E a ação só ficará completa se houver abertura para financiamento de infra-estrutura de novos loteamentos e também para financiamento da compra de lotes. Existe uma evidente carência de áreas e de loteamentos na maioria das cidades grandes e médias do Brasil. Assim, de nada adianta ter em mãos projetos para novas casas, tijolos, cimento, areia, tinta e pedreiros se não houver o espaço físico adequado para as futuras e tão sonhadas moradias. O que falta para as casas populares? A resposta: terrenos. O setor das empresas de loteamento e desenvolvimento urbano produz o insumo mais importante para ser erguida uma casa – o lote, o espaço físico para essa casa.
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